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Cirurgia para Descolamento de Retina: entenda as opções

Cirurgia para Descolamento de Retina - Entenda todas as opções.

Quais são os tipos de cirurgia indicados para quem tem descolamento de retina?


O descolamento de retina é uma das doenças mais temidas em oftalmologia. Ele acontece de forma súbita, sem aviso, e pode colocar em risco a visão de forma irreversível se não for tratado rapidamente. Para o paciente, o impacto emocional é grande: medo de perder a visão, insegurança diante do diagnóstico e urgência em buscar solução. Neste artigo, vamos aprofundar o tema, explicar os principais sintomas de alerta e detalhar os quatro tipos de cirurgia que podem ser indicados no tratamento do descolamento de retina, de forma humanizada e otimizada para SEO, para que você entenda como funciona cada abordagem.


Sintomas de alerta: quando procurar ajuda imediatamente

O descolamento de retina pode começar de forma silenciosa, mas existem sinais importantes que exigem atenção imediata:

  • Moscas volantes: pequenas manchas ou pontos que surgem de repente no campo visual.

  • Flashes de luz (fotopsias): percepções de luzes cintilantes, geralmente na periferia da visão.

  • Sombra ou cortina no campo visual: sinal mais grave de que a retina já pode estar se descolando.

Nem sempre esses sintomas significam descolamento, mas são alertas de urgência. Quanto antes o paciente procurar o oftalmologista, preferencialmente um especialista em retina, maiores as chances de preservar a visão.


Por que o descolamento de retina é tão grave?

A retina é uma camada fina e delicada localizada na parte interna do olho. É ela que capta a luz e transforma em impulsos elétricos, enviados ao cérebro pelo nervo óptico. Quando a retina se solta, ela deixa de funcionar adequadamente e começa a sofrer danos irreversíveis.

O principal tipo de descolamento é o regmatogênico, que ocorre quando há uma ruptura ou rasgo na retina, permitindo que o gel vítreo (a substância gelatinosa que preenche o olho) infiltre por baixo e descole o tecido. Esse processo pode evoluir rapidamente e comprometer a visão de forma definitiva.

Por isso, uma vez diagnosticado, o ideal é programar a cirurgia o quanto antes. Esperar dias ou semanas pode reduzir significativamente as chances de recuperação.


Tipos de cirurgia para o descolamento de retina

O tratamento depende do estágio da doença, da localização do rasgo e das condições do paciente. A seguir, explico em detalhes as quatro principais abordagens.


Fotocoagulação a laser – a prevenção quando o problema está no início

A fotocoagulação a laser não é uma cirurgia em si, mas sim um tratamento realizado no consultório. O laser é aplicado em torno do rasgo na retina, criando pequenas cicatrizes que funcionam como uma “solda”, impedindo a progressão para um descolamento completo.

Essa técnica é especialmente indicada em casos iniciais, quando há apenas um pequeno rasgo ou descolamento muito limitado. Estudos mostram que o laser pode reduzir em até 90% o risco de progressão quando feito no momento adequado.

É um procedimento simples, indolor, com rápida recuperação, mas exige acompanhamento para garantir que a retina permaneça colada.


Retinopexia pneumática – a bolha de gás que cola a retina

A retinopexia pneumática é uma técnica minimamente invasiva, realizada com a injeção de uma bolha de gás dentro do olho. Essa bolha sobe e pressiona a área do rasgo, permitindo que o líquido acumulado embaixo da retina seja absorvido naturalmente.

Após a retina voltar ao lugar, aplica-se laser ou crioterapia para selar a ruptura. O sucesso do procedimento depende de fatores como a localização do rasgo (preferencialmente na parte superior do olho) e da colaboração do paciente em manter a posição correta da cabeça após a cirurgia.

A taxa de sucesso gira em torno de 60 a 70%, mas a vantagem é que traz poucas complicações e não aumenta a miopia nem acelera o desenvolvimento da catarata. No entanto, enquanto a bolha está no olho, é proibido viajar de avião ou subir para regiões de altitude elevada, devido ao risco de aumento da pressão intraocular.


Introflexão escleral (faixa de silicone) – empurrando a retina de fora para dentro

A introflexão escleral, também chamada de cirurgia com faixa de silicone, é uma técnica tradicional, indicada há décadas no tratamento do descolamento de retina. Nela, implanta-se uma pequena faixa de silicone ao redor do globo ocular, por baixo dos músculos retos, pressionando a parede externa do olho em direção à retina.

Essa pressão ajuda a fechar o rasgo e permite que a retina volte ao lugar. Em alguns casos, é realizada também a drenagem do líquido sub-retiniano, acelerando o processo de recolamento. Além disso, pode-se associar crioterapia ou laser para selar definitivamente a ruptura.

Apesar da eficácia, essa técnica pode aumentar o grau de miopia do paciente e costuma ser associada a um período de recuperação mais prolongado. Muitas vezes, é combinada à retinopexia pneumática para aumentar as chances de sucesso.


Vitrectomia – a cirurgia mais completa e moderna

A vitrectomia posterior é hoje a cirurgia mais sofisticada e amplamente utilizada nos casos de descolamento de retina, especialmente nos mais complexos. Nela, o cirurgião remove o vítreo (gel do olho) por meio de microcânulas e instrumentos de alta precisão.

Após a retirada do vítreo, é possível:

  • Injetar perfluorcarbono líquido, que empurra a retina para o lugar.

  • Aplicar laser interno nos pontos de ruptura.

  • Substituir o líquido do olho por gás ou óleo de silicone, que funcionam como tamponantes internos para manter a retina colada.

O gás é absorvido naturalmente pelo organismo, enquanto o óleo de silicone precisa ser removido em uma segunda cirurgia.

A vitrectomia pode ser combinada com cirurgia de catarata ou até com a faixa de silicone, dependendo da necessidade. É indicada principalmente em descolamentos avançados, quando a mácula já está comprometida ou quando há complicações como proliferação vítreo-retiniana (PVR) ou hemorragia vítrea.


Recuperação e cuidados no pós-operatório

Independentemente da técnica utilizada, o sucesso da cirurgia também depende do paciente. Alguns cuidados fundamentais incluem:

  • Repouso absoluto nos primeiros dias, respeitando a posição da cabeça orientada pelo médico.

  • Evitar esforços físicos que possam aumentar a pressão intraocular.

  • Seguir rigorosamente as orientações médicas quanto ao uso de colírios e retorno às consultas.

  • Em casos de uso de gás intraocular, não viajar de avião ou para locais de altitude elevada até liberação médica.

O acompanhamento frequente é indispensável, pois mesmo após a cirurgia, existe risco de novos rasgos ou até de novo descolamento.


Conclusão: agir rápido faz toda a diferença

O descolamento de retina é uma urgência oftalmológica. O diagnóstico precoce e a escolha do tipo certo de cirurgia são decisivos para preservar a visão.

Hoje, contamos com diferentes técnicas – laser, retinopexia pneumática, introflexão escleral e vitrectomia – cada uma com suas indicações específicas. Por isso, não existe um único tratamento ideal para todos os casos: o oftalmologista especialista em retina avaliará a melhor opção conforme a gravidade e as características do descolamento.

Se você ou alguém próximo apresentar sintomas como moscas volantes repentinas, flashes de luz ou perda súbita de parte da visão, procure imediatamente um atendimento oftalmológico de urgência. Agir rápido pode significar a diferença entre manter e perder a visão.


👉 Ficou com dúvidas sobre o tema?Deixe seu comentário e acompanhe nossos conteúdos no canal Retina e Vítreo, sempre trazendo informações confiáveis para cuidar da saúde dos seus olhos.


Autor:

Dr. Mário César Bulla

Cremers 28120

Médico Oftalmologsita - Retinólogo

RQE 18.706

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©2025 por Dr. Mário Bulla - Cremers 28.120 - Especialista em Retina.

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