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Novas medicações para o edema macular

Novas medicações para o edema macular

Novas medicações para o edema macular diabético

Pergunta original: Você já conhece as medicações de última geração para tratar o edema macular diabético?

O Dr. Mário Bulla, médico oftalmologista e especialista em retina, explica que medicamentos mais recentes podem oferecer uma alternativa para algumas pessoas com edema macular diabético: em determinados casos, podem melhorar a resposta ao tratamento e permitir intervalos maiores entre as injeções. Isso não significa que funcionem da mesma forma para todos nem que eliminem a necessidade de acompanhamento próximo.


O que é o edema macular diabético?


O edema macular diabético acontece quando o diabetes afeta os pequenos vasos da retina e há acúmulo de líquido na mácula. A mácula é uma área pequena, localizada no centro da retina, responsável pela visão de detalhes — importante para ler, reconhecer rostos e enxergar com nitidez.

Portanto, não se trata de um “inchaço visível” no olho. É uma alteração interna e delicada, que pode causar visão embaçada e redução da qualidade visual. A retinopatia diabética pode evoluir sem sintomas no início; quando há comprometimento da mácula, a visão central pode ser bastante prejudicada.


Por que as injeções são usadas?


Conforme explicado no vídeo, as injeções intravítreas são hoje uma parte importante do tratamento do edema macular diabético. Elas são aplicadas dentro do olho, após anestesia local, e geralmente utilizam medicamentos que bloqueiam o VEGF, uma proteína relacionada ao vazamento dos vasos e ao inchaço da retina.

O objetivo é reduzir o edema, preservar a estrutura da mácula e, quando possível, melhorar a visão. Em doenças crônicas da retina, uma única aplicação costuma não ser suficiente: o número de injeções e os intervalos dependem da atividade da doença e da resposta de cada olho. O National Eye Institute também destaca que muitas pessoas precisam iniciar o tratamento com aplicações mensais e, depois, podem passar a intervalos menos frequentes, conforme a avaliação do oftalmologista.


O que muda com as medicações mais recentes?


No vídeo, são citados o Vabysmo® (faricimabe) e o Eylia HD® (aflibercepte 8 mg). A proposta dessas opções é ampliar as possibilidades de tratamento, especialmente quando a resposta com medicamentos já utilizados não está sendo a esperada ou quando se busca, com segurança, aumentar o tempo entre as aplicações.

O faricimabe atua em duas vias envolvidas na doença: VEGF-A e angiopoietina-2. Em estudos clínicos com edema macular diabético, esquemas individualizados permitiram intervalos de até 16 semanas para parte dos participantes, mantendo resultados visuais comparáveis ao tratamento de referência. Isso representa uma possibilidade de reduzir a carga de consultas e aplicações para alguns pacientes, mas não define o intervalo ideal de uma pessoa específica.

O aflibercepte 8 mg é uma formulação em dose mais alta. No estudo PHOTON, após doses iniciais mensais, esquemas a cada 12 ou 16 semanas apresentaram resultados visuais não inferiores ao aflibercepte 2 mg a cada oito semanas, com ajustes de intervalo quando havia sinais de atividade da doença. Isso reforça que intervalos mais longos podem ser possíveis em parte dos casos, sempre com monitoramento individualizado.


“Tratar e estender”: o intervalo não é igual para todos


A estratégia comentada no vídeo é conhecida como “tratar e estender”. Em linhas gerais, o tratamento começa com aplicações mais próximas; à medida que a mácula melhora e permanece estável, o médico pode aumentar o tempo até a próxima injeção. Se o edema volta ou mostra sinais de atividade, o intervalo pode precisar ser reduzido.

Por isso, comparar o próprio tratamento com o de outra pessoa pode gerar expectativas inadequadas. Alguns pacientes conseguem espaçar mais as aplicações; outros precisam de intervalos menores para manter a retina controlada. Em situações selecionadas, pode ser possível suspender temporariamente as injeções, mas o acompanhamento continua necessário porque o edema pode retornar.


O cuidado com o diabetes continua fazendo parte do tratamento


As injeções tratam a manifestação ocular, mas não substituem o controle do diabetes e dos demais fatores de saúde. Manter glicemia, pressão arterial e colesterol sob acompanhamento ajuda a proteger os vasos da retina. Consultas regulares e exames como a tomografia de coerência óptica permitem identificar edema e atividade da doença, inclusive antes de uma piora importante da visão.

Se houver visão embaçada, dificuldade nova para leitura, distorção das linhas ou redução da visão central, a avaliação oftalmológica não deve ser adiada. A decisão entre medicamentos, frequência das aplicações e outras alternativas depende do exame da retina, da tomografia e da evolução individual.


Fontes e referências


conteúdo baseado na explicação em vídeo do Dr. Mário Bulla;

CREMERS 28.120; médico oftalmologista e retinólogo; RQE 18.706.

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©2025 por Dr. Mário Bulla - Cremers 28.120 - Especialista em Retina.

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