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Diabetes e a visão: entenda a importância de prevenir.

Diabetes e a visão: entenda a importância de prevenir.

Quem tem diabetes precisa fazer exame de retina mesmo sem sintomas?

Pergunta original: Quem tem diabetes precisa fazer exame de retina, mesmo quando está enxergando bem e não percebe nenhum sintoma?

Sim. O Dr. Mário Bulla, médico oftalmologista e especialista em retina, explica que o diabetes pode provocar alterações progressivas nos vasos sanguíneos da retina sem causar sinais no começo. Por isso, esperar a visão piorar para procurar atendimento pode significar perder um tempo importante para identificar e tratar alterações antes que ocorram danos maiores.


Video original no Instagram: https://www.instagram.com/reel/Ddcgd-IPWr8/


Por que a retinopatia diabética pode passar despercebida?

A retina é a camada localizada no fundo do olho que capta a luz e participa da formação da visão. Na retinopatia diabética, o diabetes afeta os pequenos vasos sanguíneos dessa região. No início, essas alterações podem não provocar embaçamento, dor ou qualquer outro sintoma perceptível.

Quando a doença evolui, podem ocorrer sangramentos dentro do olho, edema na mácula — área importante para a visão central — e formação de vasos anormais. Em situações mais avançadas, pode haver tração e descolamento da retina. Essas complicações ajudam a entender por que o acompanhamento não deve depender apenas de sentir que a visão mudou. [1]

O exame de retina faz parte do cuidado com o diabetes

No vídeo, a orientação é manter consulta oftalmológica pelo menos uma vez por ano, inclusive para quem enxerga bem. A avaliação permite examinar a retina e definir se há sinais de retinopatia, se basta acompanhar ou se é preciso investigar e tratar mais de perto.

A periodicidade pode mudar conforme o tipo de diabetes, o tempo de doença, os achados no exame e outras condições de saúde. O protocolo do Ministério da Saúde destaca a avaliação completa da retina no acompanhamento da retinopatia diabética e orienta que os exames complementares sejam usados quando necessários para diagnosticar, monitorar ou planejar o tratamento. [2]

Quando o tratamento pode ser necessário?

Nem toda alteração na retina exige o mesmo tipo de conduta. Em alguns casos, o acompanhamento e o controle adequado do diabetes são parte central do cuidado. Quando há indicação, podem ser utilizados tratamentos como laser, injeções intravítreas e, em situações específicas, cirurgia.

As injeções intravítreas são aplicações de medicamentos dentro do olho e podem ser indicadas, por exemplo, em determinados casos de retinopatia diabética ou edema macular diabético. Já o laser pode fazer parte do tratamento de formas mais avançadas da doença. A escolha depende da avaliação individual da retina e não deve ser definida apenas pela presença ou ausência de sintomas. [3]

Cuidar da glicose também é cuidar da visão

A prevenção envolve o cuidado contínuo com o diabetes: seguir o plano definido pela equipe de saúde, controlar a glicose e manter revisões médicas. Alimentação equilibrada e atividade física, quando orientadas para cada pessoa, também fazem parte desse cuidado geral.

Além da glicemia, pressão arterial e colesterol merecem atenção, pois podem influenciar o risco de perda visual relacionada ao diabetes. O exame oftalmológico regular não substitui o acompanhamento clínico ou endocrinológico; eles se complementam. [4]

Não espere a visão piorar

A mensagem central é preventiva: mesmo sem queixa visual, quem tem diabetes precisa incluir a avaliação dos olhos na rotina de saúde. O diagnóstico precoce não elimina todos os riscos, mas permite acompanhar a retina no momento certo e considerar o tratamento antes que a doença chegue a uma fase mais delicada.

Se surgirem visão embaçada, pontos ou manchas escuras, aumento de “moscas volantes” ou outra mudança visual, procure avaliação oftalmológica sem adiar. A retinopatia diabética pode comprometer a visão, mas a detecção e o cuidado oportunos são partes importantes da preservação visual. [5]

Fontes e referências

conteúdo baseado na explicação em vídeo do Dr. Mário Bulla; CREMERS 28.120; médico oftalmologista e retinólogo; RQE 18.706.

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©2025 por Dr. Mário Bulla - Cremers 28.120 - Especialista em Retina.

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